domingo, janeiro 24, 2016

Para todos nós: Sol, Chuva e Vento

Once upon a time... 

 Deste de 1997 (mais ou menos) comecei a frequentar um asilo chamado Asilo Cantinho da Paz no bairro São Benedito (não sei falar se é Santa Luzia ou BH), mas como uma boa mineira: "é logo ali".

Conhecemos este asilo através de uma indicação de local para doação das inúmeras doações que havíamos arrecadado na I Gincana do GJeSCLa. Conhecemos e por algum motivo foi "determinado" que iríamos adotar este asilo. Não sei falar ao certo em relação a datas e acontecimentos, mas vou tentar resumir.

O início
O asilo tinha duas casas e a Dona Tânia recebia todos desde velhinhos a pessoas mais jovens com doenças mentais, o negocio dela era acolher com muito amor todos que pedissem. Mas, claro tentando da melhor forma, era muito velhinhos, muita comida, muita roupa de cama... e muito pouco dinheiro. Eram duas casas pequenas sem nenhuma adaptação, era separada pela casa das mulheres (descendo o morro a esquerda, ah a rua era de terra) e em cima era a casa dos homens e dos mais jovens (com problemas mentais). A comida era feita na casa de cima e um dos velhinhos descia o morro com o carrinho de mão levando a comida e as roupas eram lavadas na casa de baixo.
Estruturalmente falando, as casas não eram adaptadas, estava infestada de sarna (sarna mesmo, tínhamos que chegar em casa tirar a roupa, tomar banho e colocar as roupas p lavar separadamente pois como sabem, sarna "pega"). o cheiro de xixi "doía", e as condições também, mas o que mais impactava eram 2 coisas: O amor, cuidado e empenho da Dona Tania e a alegria dos velhinhos quando os jovens chegavam. Ah era lindo, não dá para explicar...

Doações e Profissionais da saúde
Passado algum tempo implementamos um "Dizimo" de alimentos, nada mais era que carnês, todos pegavam um carnê e o pagamento era mensal e era: 1 pacote fraldas/ leite/ desinfetante/ arroz/feijão... e assim ia, todos os meses recebíamos muitos "dízimos" e tínhamos certeza que estávamos fazendo a diferença. Lançamos também o convite aos profissionais da saúde para fazer visitas regulares, conseguimos vários que foram (o inicio bem assíduos) mas permaneceram por mais tempo apenas 2 era a Dra Mirian ( se não me engano o nome era esse mesmo) e o Cássio (jovem recém formado do grupo mesmo). Nessas altura Dona Tania ja confiava e se arriscava em pedirmos para ajudar a pagar a conta de água, luz e como tarefa dada era tarefa cumprida, sempre buscávamos o atender o máximo que podíamos.

A mudança
Em alguma eleição uma vereadora (não lembro o nome) conseguiu doar um terreno para construção de um novo asilo (com estrutura, tamanho e adaptado) para ser a nova sede do Asilo Cantinho da Paz.  E não é que a obra foi praticamente finalizada? Mas por algum motivo que prefiro não especular a Dona Tania e os velhinhos não podiam "subir" ( esta casa era no mesmo bairro porem na parte mais alta dele). Então buscamos advogados, pessoas que entendiam e conseguimos (claro tivemos ajudas de vários parceiros) o terreno fosse realmente do Asilo Cantinho da Paz. Mas ai faltava terminar o telhado, colocar anti derrapante  e corrimão nas rampas, faltava isso aqui, isso ali... coisas de obra... Novamente a Gincana do GJeSCLA que tinha mudado o nome para Gincana Paz e Bem foi toda destinada ao asilo, foi conseguido caminhão de brita, tijolos, cimentos, telhados, chuveiros elétricos,  entre varias outras doações de praxe (comida, roupa, roupa de cama, material de limpeza, higiene) camas, cômodas, mesas. E finalmente os velhinhos mudaram, o mais jovens com doenças metais não puderam continuar, pois era uma determinação, asilo era apenas para idosos. Neste meio  tempo Dona Tânia muito doente faleceu, o que apertou bem nosso coração, pois ela era o coração daquele lugar. E como prometemos não largamos mais. Neste tempo a Micheline e a Patricia que ajudavam a dona Tania antes tomaram a frente e como ela, sempre que precisava corria p nosso encontro quando necessário.

O dia a dia quinzenal
As visitas ao asilo eram feitas todo os domingos, marcado na pracinha da Igreja as 9h ficava até umas 10h-11h. Esta visita passou a ser quinzenal. Muitos laços de carinho, respeito e admiração foram criados. Eles sabem que nos vamos e nos cobram quando nós não vamos.
Chegou ao ponto deles pedirem para ir até um cemitério receber o caixão de uma velhinha querida, pois alguém tinha que assinar os papeis e a velhinha não tinha ninguém que fizesse isso. Ficaram lá Luana, André e Mateus com a Santinha. Tenho certeza que a santinha tava dando aquela risadinha que só ela dava lá no céu para eles. e essa relação é até hoje Janeiro de 2016. com visitas quinzenais, arrecadações na Gincana, no dia a dia, tentando ajudar com outras coisas mais pontuais...

Eu e eles
Confesso que mesmo estando envolvida na organização, nas arrecadações, na divulgação de todos os acontecimentos eu me tornei bem inconstante nas visitas. Não é fácil ir sempre, não é fácil ver os velhinhos chorando de saudade da família, mostrando fotos de 7 filhos, 10 netos, e não ter a visita de nenhum deles. é difícil ver aquele velhinho com frio pedir cobertor e ver a moça que trabalha lá falar: "não, to com calor, depois eu dou cobertor para ele". Não é fácil... Então sempre tenho uma desculpa na ponta da língua... não acordei a tempo, tenho um almoço na casa da minha avó, tenho um churrasco, dormi muito tarde... as desculpas são inúmeras e estão sempre prontas para serem dadas.

Mas, falo com toda certeza do mundo, toda vez que eu venço essas desculpas, preguiças eu sinto uma força... é bem mágico!

Hoje
E hoje, eu venci essa preguiça, depois de uns 2 meses eu fui ao asilo e o nó na garganta se transformou em tapa na cara. Sabe aquelas historias bem clichês que a gente recebe de corrente? Pois é... eu presenciei em uma manhã duas que deixaram bem pensativa.

Clichê 1
Estávamos sentados no quarto de 3 velhinhas, uma estava deitada (Dona Chica, a mais mal humorada de todos, mas adora ser adulada), a Nelcina (pensa numa pequenina, lúcida, boa, e fofa, pois é nem chega aos pés da Nelcina) e da Maria (ela já tem 100 anos, uma fofa, mas fica na cadeira de rodas na "salinha" para pegar o sol). Estávamos nos ( 5 pessoas) e os espíritas ( um grupo que como a gente visita e ajuda muito o asilo desde muitos anos).
A Nelcina adora que a gente leia o Evangelho do dia para ela, então sempre fazemos esse momento de oração lá no quarto e nessa hora chega a Dona Esqueci o nome (ops), ela chega com um vestido na mão e entrega para a senhora do grupo dos espíritas e fala: " Para você, vai ficar lindo em você".
Ela tinha acabado de ganhar no Natal esse vestido, estava novinho e era lindinho mesmo, e ela achou que a senhora X iria gostar e deu para ela. Uma atitude tão simples, tão linda, tão tocante que fiquei sem palavras. (Só para explicar, todos os velhinhos guardam as roupas e coisinhas que ganham em sacolas plásticas enfiadas ao lado da cama ou em baixo do travesseiro, primeiro porque são poucas coisas segundo por quer não tem outro lugar para guardar.  ai vem o clichê: "ela já tem muito pouco e mesmo assim pegou o pouco que tinha em melhor estado e deu para o outro simplesmente para fazer um ato de carinho".

Clichê 2
Quando chegamos seu Onofre estava com o braço direito parado sempre ao peito, e ao perguntamos o que era ele falou que tinha machucado o ombro e assim doía menos, não era nada demais achava que tinha dormido de mal jeito. Eis que nosso engenheiro de plantão depois de um tempo, pegar um lençol e fazer uma tipoia e coloca no seu Onofre:



E a reação dele foi se emocionar, ficou um tempo enxugando os olhos lacrimejados.
E ai eu fiquei olhando e curtindo esses momentos em que eu pensei: ainda tem sim, pessoas boas, pessoas simples de coração, que querem dar sem precisar receber, que querem dar o seu melhor.





Final
E de maneira totalmente livre, sem muito cuidado com métricas, execução de texto eu resolvi deixar registrado um pouco do amor que eu vi e recebi hoje. Dos abraços apertados, dos "muito obrigada(o)", do escutar "que Deus sempre acompanhe vocês, vocês são muito importante para a gente"...


Esse é uma das salinhas que muitos tomam um solzinho e veem uma tv.

Como seu José falou comigo hoje: " Que Deu te livre da maldade, que te leve com a segurança com que te trouxe e que você siga seu caminho com sol, chuva e vento, por que, sabe menina, tem que vento para espalhar as sementes da lavoura, tem que ter chuva para fazer crescer e tem que ter sol para dar o doce dos frutos, então que você siga com os três bem igual sem nenhum ser mais do que o outro" ...

Para todos nós: Sol, Chuva e Vento!!!



segunda-feira, outubro 27, 2014

Retórica da nova forma de ser um eleitor


Acompanho um amadurecimento de uma população em que achava que não iria viver para isso. E quem diria em meus plenos 30 anos estou acompanhando esta evolução.
Desde meus estudos em História e Geo-Política que escuto que a população foi às ruas buscar as Diretas já, que muitos foram exilados pela ditadura por se expressar e ir contra este governo.
Nasci em 1982, onde o então presidente João Figueiredo ainda dava o “golpe” atrasando a negociação com o FMI para que não atrapalhasse as eleições governamentais.
E logo em 1983 começou o movimento das diretas Já. Temos enraizados que este foi um movimento de grande orgulho. Quebrando com uma Era de Militares eleitos pelo colégio eleitoral e dando inicio ao voto direto.
Desde então com a Constituição promulgada (1988) o Brasil tem vivido uma onda inerte e quase alheio à política. Onde discutir política era quase proibido e que se você começasse a discutir iria levar aquele suave tapa na boca de sua mãe ou olhares recriminando com o chavão: “Política e Religião não se discutem”.
Então, era assim passamos de Tancredo a Sarney e elegemos Collor. Começamos aí a quebrar um pouco dessa inércia de opinião política. Em meios a denúncias de corrupção envolvendo o ex-tesoureiro PC Farias. Umas grandes massas de jovens foram à rua, chamavam de “Os Cara Pintadas”. O que cumulou em o então presidente Collor renunciasse e posteriormente fosse julgado com a impugnação de seu mandato político, o impeachman, colocando seus direitos políticos cassados pelos próximos oito anos.
Uma luz foi dada a população brasileira. “Nos ainda temos voz”, e como, em minha opinião o processo aberto do impeachman só foi consolidado (leia-se votado no congresso) graças à pressão popular, já que o presidente já havia renunciado.
Desde o movimento dos “Caras Pintadas” a população voltou a uma inércia, a meu ver a de um período maior. Mesmo quando trocamos o governo de Direita para Esquerda, não tivemos nenhuma sobra de movimento que configurasse um pedido da população neste quesito. Mesmo assim houve esta troca de partidos e de ideais.
Até que em 2013 esta inércia foi quebrada. Começou com um movimento estudantil nas principais capitais que era contra o aumento nas passagens de ônibus. Este movimento começou a tomar adeptos pelo Brasil e pelo mundo. Tendo grande visibilidade e consequentemente tendo novos adeptos após a forte repressão policial acontecida em São Paulo.  Passando de um movimento com uma causa única (o aumento das passagens de ônibus) para um movimento de extrema insatisfação com a violência policial, gastos públicos do governo com eventos esportivos (Copa das Confederações e Copa do Mundo), insatisfação com os serviços públicos, e com a corrupção. Este movimento ficou conhecido pelo Brasil e pelo Mundo como “Não é apenas pelos 20 centavos” (os vinte centavos era o valor que aumentou nas passagens de ônibus) ou “Manifestações de Julho”.  O que rendeu algumas medidas paliativas do governo chamado “Agenda Positiva” em que propôs para amenizar as manifestações como: Tornar a corrupção como um crime hediondo, arquivar a PEC 37 (A PEC que definiria como competência "privativa" da polícia as investigações criminais), proibir o voto secreto aos políticos cassados por meio a irregularidade e revogação dos preços das passagens de ônibus em várias cidades brasileiras.
Uma visão bem pessoal em conjunto com o momento político e governamental diria que a população estava sedenta por uma mudança brusca de realidade.  Com toda esta insatisfação que beirou a um quase boicote (quase boicote, pois houve muitos que viraram as costas e que mesmo tendo o futebol como uma grande paixão queria a justiça e não o descomunal investimento de infraestrutura em obras quem em alguns locais serão des-utilizadas gerando um elefante branco e não um promissor investimento) a uma das paixões nacionais (A Copa do Mundo) escândalos relacionados à política como o “Mensalão”, Queda de ministros numericamente expressiva, “CPI da Petrobras”,  Governo ‘explicitamente’ dando ordens e influenciando a taxa da inflação e o pior tendo o PIB decaindo progressivamente.  Todos estes fatores eram visíveis de que algo deveria ser feito.
Não entrarei no mérito de que a população brasileira avançou e deixou a faixa da pobreza. Pois não acredito que mascarar a posse do cidadão seja um real fato de evolução. O poder de compra aumentou, o IPI de eletrodomésticos e carros abaixou a zero o que induz o consumismo, que aumenta a produção, gera empregos, movimentou a econômica positivamente (mesmo com o governo mascarando, não tão mascarado, a taxa de inflação), mas sem um real ganho destes e quando o IPI começou a voltar os empregos começaram a se esvair, o poder de compra cair e a inflação... sem palavras.
Voltando a inércia quebrada, a busca sedenta da população por respostas e mudanças positivas do governo para com a população, deu inicio em 2014 uma caminhada eleitoral a presidência da republica.
Entenda a visão geral das eleições por um lado pessoal. Tínhamos três candidatos possíveis: Dilma candidata a reeleição (teoricamente do partido de esquerda); Aécio Neves (do partido de direita) e Eduardo Campos um político jovem e promissor que com sua vice Marina Silva era o fator em que poderia dar uma chance a Aécio a disputar o segundo turno.
Dilma Roussef uma ex-ministra da Casa Civil, presa política e sucessora de Lula. Uma presidente pouco carismática, pouco inteligente, que em minha opinião ganhou “na loteria” por estar na hora certa e no local certo. Em uma reunião da cúpula do PT deviam estar pensando, quem podemos colocar para substituir Lula? Ninguém tem o carisma, a lábia, a voz rouca o dedinho a menos e a vivencia sindical que ele tem. Ai alguém apontou e se pegarmos alguém que tenha uma vivencia chocante e que causa impacto? Eis que Dilma grita: Eu já fui presa política!!! Pronto, a única que tinha algo vivenciado a concorrer com o venerado Lula. Dilma o “Coração Valente”.
Aécio Neves, neto do primeiro presidente e quase um mártir (por ter morrido antes de tomar posse) eleito depois de uma era da ditadura militar. Um político nato (como Lula), lábia, carisma e acima de tudo muito bem preparado. Com uma vantagem e uma desvantagem: ser de Minas Gerais o segundo Colégio Eleitoral em que da uma grande visibilidade perante o próprio Colégio e ao Brasil, porém pode derruba-lo (como aconteceu nestas eleições).
Eduardo Campos, como Aécio e Lula um político nato. Carismático, neto de governador, incrivelmente inteligente e inovador não tinham chances de se eleger nestas eleições, mas com certeza tendo uma boa orientação seria um grande nome para daqui duas eleições, talvez. Com apoio de Marina Silva (a zebra das eleições de 2010 que levou as eleições serem decididas no segundo turno entre Serra e Dilma). Eduardo tinha chances de crescer, porém um acidente em meio à corrida eleitoral retirou-lhe a vida e seu futuro promissor. Dando a Marina a chance de buscar mais uma vez ser a zebra.
Marina Silva, seringueira, analfabeta com uma história de vida um tanto espetacular envolvendo miséria, trabalho e superação. Não é tão carismática, não tem aparência que agrade e tem uma posição firme quase que limitada e radical. Mas sem dúvida uma figura que sabe o que quer. Inteligente e com posição consistente e sólida quanto aos seus ideais. Assumiu o lugar de Campos para concorrer à presidência do Brasil. O que segurou a frente de Dilma e Aécio durante quase toda campanha, mas acabou sendo aquela que mais uma vez foi a responsável pela decisão em segundo turno. Acredito que Marina teve seu público, já cativo desde as eleições de 2010, aumentado devido a grande comoção nacional como causa à morte prematura de um grande político e pai de família. De alguma forma ela não conseguir fidelizar este público que migrou para Aécio.
Em meio a três polos políticos que deteriam os olhos voltados em uma eleição, a inércia da população foi novamente quebrada. Talvez por causa de ideais, ou a busca por mudanças ou simplesmente inércia das redes sociais. Começou pela primeira vez a “liberdade política” a toda população. O discurso político, o posicionamento, a defesas de ideias ou ideais mesmo que cegos eram visíveis nas redes sociais, nas discussões dos grupos de whatsapp, na mesa de um bar ou nas reuniões de família. Resultando em até brigas.
Mas de uma forma geral, vejo esta “liberdade política” como uma vertente boa da população, antes era quase que proibido falar, pois recebíamos olharem fuziladores, pessoas falavam “Política e Religião não se discute” e passávamos a ser politicamente imitadores do que liamos ou escutávamos.
Esta liberdade e facilidade que estamos temos graças às redes sociais vêm dado a sensação de liberdade as pessoas em que (por qualquer que seja o motivo, sem entrar em méritos sociológicos da questão) estão opinando, demonstrando e defendendo suas posições. A réplica de reportagens, charges e memes ( um conceito, foto, vídeo, pessoa ou fato que se populariza rapidamente pela rede). As discussões acaloradas, os posicionamentos por partidos, ideais vêm mostrando uma população que é sim, politicamente ativa.
Acredito que temos muito que crescer e amadurecer em meios a opiniões políticas e econômicas. Não acho que estamos maduros o suficiente para discutir, pois ainda vivemos em um mundo quem que o meio influencia as opiniões e, generalizando, não buscamos estudar e entender a fundo cada matéria. A imprensa influencia, as notícias (muitas delas falsas) são replicadas palavras por palavras como verdades absolutas. Este fato, de acreditar e replicar a noticia sem verificar a veracidade, é algo que temos muito que trabalhar e não apenas nos meios de assuntos políticos, mas de tudo.
Porém fiquei incrivelmente feliz por ter visto esta abertura acontecer. Ter uma população voltada para o debate nas emissoras de TV, ver as discussões deste debate até mesmo os memes que surgiam destes, é algo extremamente prazeroso. A busca por resposta as postagens que os amigos faziam contra seu candidato o orgulho dos eleitores em colar o adesivo em carros e em blusas é sensacional. E o melhor se configurou na espera dos resultados onde o primeiro número divulgado era de um empate técnico com menos de 1% de diferença dos candidatos. Começou a chover vivas e reclamações.
E o resultado veio como uma final da Copa do Mundo, vivas e até foguetes foram escutados em comemoração enquanto outros vaiavam, e demonstravam sua insatisfação em meio a vídeos, fotos, memes e textos.  A satisfação ou insatisfação com o resultados destas eleições foram puramente por uma insatisfação/satisfação de ideologias e propostas políticas, mas no modo de amadurecimento em debates ganhou total destaque. Mostrou para os candidatos que se eles forem espertos comecem suas estratégias de campanha voltadas para a população, para as redes sociais e não para seus partidos ou para públicos definidos. A rede social hoje igualou a população. E através dela é possível agregar pontos a estratégias em que envolve verdadeiramente os eleitores.
É um pouco contraditório o que estou sentindo e qual seria o resultado das eleições para mim. Estou feliz sim, com o amadurecimento da população em relação ao debate político, a abertura das discussões, porém, talvez pela falta de compreensão global, de visão gerencial e pelas muitas repetições como marionetes causadas pela influencia da mídia (verdadeiras e falsas) vimos uma população extremamente separatista, pre-conceituosa, injusta e um tanto cega.
Como foi dito acima, os resultados das eleições 2014 deixou muitos satisfeitos e muitos insatisfeitos. É claro, a população esta tecnicamente empatada. 50% feliz e outros 50% infeliz com o resultado. Não devemos nem podemos falar que uma destas metades está errada ou certa. Definitivamente a realidade de todo país não é única. Temos variações não apenas geográficas, mas, climáticas e sociais. Temos três vertentes de lideres (prefeitura, governamental e presidência) em quase todas as regiões em que dentro de cada partido temos políticos bons e políticos ruins, temos ainda o coronelismo embutido e isso não significa que uma região ou grupo de pessoas sejam mais pobres, mais burros ou mais inteligentes, significa que em cada região existem pessoas querendo viver e outras procurando sobreviver e que para isso elas se agarram aos ideais (diferentes, errados ou certos) que lhe pareçam ser mais assertivos que lhe permitam VIVER melhor e não apenas a SOBREVIVER às intempéries existentes.

Enfim fechamos um ciclo desta corrida eleitoral em que deixou um legado de amadurecimento mesmo que parcial da população para política. Que este amadurecimento tenha uma curva exponencial e que venha com consistência, profundidade e muito conhecimento para que eu possa viver em um país que não é perfeito, mas que está fazendo o possível para ser e assim para que meus filhos e netos possam continuar este legado, em busca do viver melhor e da justiça. Em que a população tem voz e vez e que possamos acreditar que a discussão é necessária e bem vinda. Discutir é divagar ideias, é apresenta-las, dar consistência e muitas vezes mudar nosso pensamento. Não é ser vira-folha é simplesmente ser maduro o suficiente para aceitar e entender o outro, o diferente.

quarta-feira, janeiro 15, 2014

Empresa, Sucessão e Família

Atualmente os profissionais têm duas ambições afloradas. A primeira é de ser um servidor público e a segunda é deter sua própria empresa. E convenhamos das duas, ter sua própria empresa é a que mais brilha os olhos.
Quem não quer ser o patrão?
Por uma visão superficial os patrões tem um alto padrão de vida, com salas grandes, secretarias, bajulações, carrões, famílias felizes e bonitas e estão sempre fazendograndes viagens. Quem não quer isso? Eu particularmentequero, claro!
Como diria os velhos chavões: “nem tudo que reluz é ouro” e “a grama do vizinho é sempre mais verde, mas não quer dizer que ela seja natural, não é mesmo?
Para que uma empresa tenha um faturamento médio de 10- 20 milhões/ano, ou seja, uma média empresa, o fundador desta empresa empenhou de 20 a 40 anos da sua vida para consolidá-la.
Começou jovem, suponhamos, com seus 28-35 anos. Início esse, também de sua vida familiar.
Existem cinco regras para se conseguir crescer como empreendedordedicar tempo e dinheiro, ter paciência, flexibilidade e muita disciplina.
Na Sucessão Familiar a manutenção deste sucesso é desafiada. Geralmente os filhos dos grandes empreendedores cresceram em uma ascensão financeira, vendo a luta, o suor as dificuldades diárias tomadas pelos pais.
Enfim chegam os 20 anos, após a fundação da empresa, os filhos já estão adultos e trabalham na empresa, nesta altura, existem filhos, sobrinhos, cunhados, irmãos, vizinhosenfim, uma grande empresa familiar.
Todos conhecem todos, porém o lema sempre foi:assuntos pessoais são tratados fora da empresa e assuntos de trabalho dentro”, o que fazia parecer uma boa forma de se gerir. Mostrando maturidade e respeito, e esta fórmula só poderia estar dando resultados ascendentes, correto?
Não necessariamente. Pois grande parte das empresas familiares fecham devido à briga entre os sócios. As brigas familiares influenciam a administração indiretamente e acaba virando uma bola de neve. Com 20 anos a frente de uma empresa o patriarca/presidente fundador geralmenteprepara um filho para ser seu sucessor. E eis que surge o que conhecemos como Sucessão Familiar nas empresas.
Segundo o BNDES, apenas 30% das empresas brasileiras passam para a 2ª geração de herdeiros. Das que passam para a 2ª geração, mais de 90% não passam para a terceira.
Motivos? Como os já mencionados anteriormente,desentendimentos entre sócios, influência da vida pessoal em uma maior escala, falta de profissionalismo na sucessão e uma meritocracia velada no famoso “QI” (quem indica).
Claro que não podemos generalizar que o desfecho de umaempresa familiar é o fracasso. Haja vista o exemplo dosucesso internacional da empresa familiar do Grupo Votorantim, já a mais de três gerações em franco desenvolvimento.
Assim como, temos exemplos de sucesso empresarial das Lojas Americanas, Privat Equity 3G, Catchup Heinz,Burguer King e nada mais nada menos que a AB InBev a maior cervejaria do mundo administradas pelos Empresários Marcel Telles, Jorge Paulo Leman e Beto SicupiraEssas não adotaram a sucessão familiar, mas simmétodos mais radicais que garantiram sucessos absolutostendo como premissas trabalho árduomeritocracia(verdadeira, “ganha” reconhecimento quem realmente produziu) e NÃO ter nenhum parente próximo trabalhandonas empresas (exceto como trainees pelo período de no máximo um ano). Essa é uma fórmula que deu certo para esses empresários entretanto não podemos por esse motivo desqualificar a opção da Sucessão Familiar visto que nesta fórmula temos outras variáveis que podem ser ainda mais determinantes, porém a reunião delas realmente se apresenta como uma opção de alto valor estratégico para uma empresa.
Realmente é complicado esperar profissionais maduros o suficiente para administrar uma empresa onde seu irmão é seu chefe, seu cunhado é seu gerente financeiro e seu primo é seu gerente comercial e a vida pessoal de todos fica sempre em casa e o trabalho, no escritório. E isso é sempre mantido mesmo durante a troca de presentes donatal ou durante o batizado do seu sobrinho ou nos almoços de domingos na casa da vovó.
E permanece a questão então: é possível obter sucesso emempresas familiares? Existe alguma fórmula? Seja a empresa familiar ou não acredito que a fórmula para assegurar uma empresa se torna imbatível se conter em seus numeradores a soma dos seguintes fatores: disciplina, transparência, justiça, honestidade e como premissa doIMD-LODH Award (prêmio internacional concedido às empresas familiares) práticas corporativas comprometidas com a cidadania, expressas em ações de responsabilidades social e preocupação com o desenvolvimento sustentável. Assim como conhecimento, trabalho, foco, dedicação, liderança e atualização do mercado. caso haja um denominador, este deve ser tratado de forma impessoal.
Portanto, me atrevo a concluir que a sucessão familiar não é necessariamente um problema. De uma maneira geral toda empresa seja ela familiar ou não está sujeita a vícios de relacionamento que se tornam problemasValendo ressaltar que em empresas familiares seguramente temos que lidar com pessoas com um alto grau de intimidade, com um emaranhado de emoções que são alimentadas tanto dentro quanto fora do trabalho. A maturidade e o controle precisam ser maiores. Por isso não desacreditem as empresas familiaresapenas tenham o cuidado de promover contínuo amadurecimento profissional e em um primeiro sinal de descontrole ou procure uma ajuda profissional externa e imparcialesqueça o orgulho e lute pelo que é certo e pelo que os números são a favor ou faça parte das estatísticas.

domingo, agosto 04, 2013

Pessoas

As pessoas em minha vida são meio repetidas, vou vendo as fotos e alguns rostos se repetem ano após ano, época após época, situações após situações!!!
Essas pessoas tenho o privilégio de chamar de amigos!!
Elas não são aquelas que chegam dando voadora, nem que estão na tristeza. Elas são como aqueles carrapatinhos que te suga a alegria, a vontade de estar perto e mesmo quando não esta mais em vc deixa marca e vc fica lembrando... lembrando!!!
Meus carrapatinhos, não sei o que seria de mim sem vocês!!
Não ousarei postar fotos nem citar nomes, pois meu coração é grande e graças a Deus posso falar que tenho muitos e grandes amigos! E para não cometer a gafe de esquecer, só tenho a dizer AMO VOCÊS!!!

quinta-feira, novembro 22, 2012

Cochabamba / La Paz (BO)

Cochabamba / La Paz (BO)














 





Prefira viajar de dia neste trajeto, por dois motivos: um é que a estrada é SINISTRAAAAAAAAA, o outro é que é mto bonita. Leve comida pois o motorista não para p nada (nao tem banheiro no busu) e quando para, para em um lugar meiooo que boliviano d+++ eheh comidas meio suspeitas ehehhe (jamais faça hora, pois os motoristas descem ficam o tempo que quiser e saem levado quem tiver no onibus, quem não tiver azar!  chegando em la paz.






"Eu, queria tanto encontrar, uma pessoa como eu"


1º de novembro é o dia...
O ANO não faz a menor diferença...
ESCORPIÃO é o signo...
ZOOTECNISTA é a profissão do coração... 
GESTÃO é a mais nova paixão...
FAMÍLIA é o porto-seguro...
CRUZEIRO é o time...
BRASIL é o país...
COMIDA JAPONESA é "A" comida...
MÚSICA é impossível viver sem...
PRAIA é o lugar...
CHOCOLATE E LIVROS são vícios...
VERDE E AZUL são as cores...
CACHORRO é a paixão...
DEUS é a certeza...
CATÓLICA  é a religião...
ANÁLISE são os filmes ...
PERFUME muito perfume é a marca...
AMAR é se jogar, sem limites, sem reservas...
AMIZADE é respeitar, cuidar, aprender, agradecer...
VINGANÇA para quê?...
OPORTUNIDADE é única...
BRIGAR para quê?...
VIAGEM é o sonho...
IMPACIÊNCIA E TEIMOSIA são os defeitos...
ALEGRIA é a qualidade...
ONTEM é passado...
AMANHÃ é a esperança...
AGORA é momento...
ESTUDAR mais e mais é o mais lindo dever...
TER OBJETIVOS é o que move...
APRENDER é o alimento...
SER FELIZ é o principal...
VIDA, uma é pouco...
e VIVER é o mais doce desafio!!!

domingo, junho 24, 2012

Visão 360ª

Estou somando mais um livro foda "O X da questão" por Eike Batista
A verdade, sabia quem era: " O homem mais rico do Brasil e um dos mais ricos do mundo". Para mim isso era ou porque ele já nasceu rico ou por sorte, sei la!
A uns 2 meses comprei o livro "O X da questão" por Eike Batista e ne surpriendi pelo tamanho do homem Eike. Nao falo pelo seu capital, que obviamente é gigante! Mas, pela riqueza em ser HUMANO.
O meu livro está todo rabiscado e grifado. Não estou tendo apenas uma leitura, estou tendo uma lição de empreendorismo, de logistica, de desafio e principalmente uma liçao de vida!!
Estou aprendendo a olhar desavios, a ver o valor de se construir gigantes empresas no mundo! Estou vendo o valor da prepotencia de um sonho e de uma decisão!
Estou aprendendo que " o sonho deve impelir ao movimento, nunca a estagnação" que devemos ser levados pelo SIM tendo a " afirmação, em lugar a negação". Que temos sem que ser furos mas lembrando que "é possivel ser duro sem perder a ternura" Che Guevara.
Enfim o que eu quero dizer que fico orgulhosa de saber que temos aqui perto de nós nao só um grande empresário mas sim um professor que exala conhecimento!!
E gostaria de resumir tudo em uma frase retirada do livro: " Visão 360ª é observar o entorno jurídico, político, financeiro, ambiental, social, humano, logistivo, mercadologico e operacional" lembrando que isso não é só para os trabalhos e empreendimentos e sim para a vida!!

De louco todo mundo tem um pouco, certo? Precisamos de mais "loucos" que desafiem e concorram " de forma criativa gigantes como a Vale, Petrobras" e porque não a MMX, também?

PS.: as citações em aspas e a figura 360ª foram tirados do livro O X Da questão, por Eike Batista

quinta-feira, junho 21, 2012